Esse tutorial foi feito para tirar duvidas de quem não entende ou quem não sabe e quer aprender como funciona nossa tão amada internet, Para que uma rede de computadores possa
funcionar é necessário que existam, além do cabeamento propriamente
dito, dispositivos de hardware e software cuja função é controlar a comunicação entre os diversos componentes da rede.
Vários dispositivos são usados em uma rede, cada um
deles possuindo funções específicas. Como exemplos de equipamentos
dedicados podemos citar as placas de rede, os hubs, switches, bridges,
routers, etc, que tem a finalidade de interpretar os sinais digitais
processados na rede e encaminhá-los ao seu destino, obedecendo a um
determinado padrão e protocolo.
Essa interação entre dispositivos permite o compartilhamento das informações entre todos os usuários da rede


Figura 1 – Exemplo de equipamentos em uma rede de computadores
Sistema Operacional de Rede
O Sistema Operacional de Rede (NOS – Network
Operating System) consiste em uma família de programas que são
executados em computadores interligados através de meios diversos e
dispostos em rede.
A função principal do Sistema Operacional de rede é a
administração lógica da mesma, ou seja, o controle de suas
funcionalidades; alguns Sistemas oferecem o recurso de compartilhamento
de arquivos, impressoras e outros dispositivos através da rede.
Atualmente os modernos sistemas operacionais
disponibilizam outros recursos como: segmentação da rede com
possibilidade de configuração de redes virtuais, controle de habilitação
de portas, proteção contra intrusos, interfaces gráficas mais
amigáveis, etc.
Estação de Trabalho
Formalmente, uma Estação de Trabalho nada mais é do
que um equipamento pelo qual qualquer usuário poderá acessar os recursos
disponíveis na rede.
Todos os usuários têm acesso a uma rede através de
Estações de Trabalho que são computadores equipados com pelo menos uma
placa adaptadora para interface com a rede (NIC – Network Interface
Card).
| Estaçao De Trabalho |
Repetidores (Repeaters) ou Roteadores
Os repetidores são dispositivos de hardware
utilizados para a conexão de dois ou mais segmentos de uma rede local.
Eles recebem e amplificam o sinal proveniente de um segmento de rede e
repetem esse mesmo sinal no outro segmento.
Alguns modelos disponíveis no mercado possuem
recursos de “auto-particionamento”, ou seja, ocorrendo uma falha dos
segmentos da rede, o dispositivo irá isolar o acesso à conexão
defeituosa, permitindo que a transmissão de dados aos segmentos
remanescentes não seja afetada.
Figura 3 – Modelo de repetidor
A limitação do número de repetidores é obtida de
acordo com o protocolo utilizado (por exemplo, no protocolo Ethernet o
número máximo é de quatro). Um sistema pode conter vários slots de cabos
e repetidores, mas dois repetidores não podem estar a mais de 2,5 km de
distância, e nenhum caminho pode atravessar mais de quatro repetidores.
Um repetidor atua na camada física do modelo OSI,
exercendo função de regenerador de sinal entre dois segmentos de redes
locais. Eles são necessários para fornecer corrente e para controlar
cabos longos. Um repetidor permite interconectar dois segmentos de redes
locais de mesma tecnologia e eventualmente, opera entre meios físicos
de tipos diferentes (10base2 e 10base5, por exemplo). Como resultado é
possível aumentar a extensão de uma rede local, de forma que o conjunto
de segmentos interconectados se comporte como um único segmento.
Modem
O Modem é um dispositivo conversor de sinais que faz a
comunicação entre computadores através de uma linha dedicada para esse
fim. Seu nome é a contração das palavras MOdulador e DEModulador, pois
essas são suas principais funções.
O Modem executa uma transformação, por modulação
(modem analógico) ou por codificação (modem digital), dos sinais
emitidos pelo computador, gerando sinais analógicos adequados à
transmissão sobre uma linha telefônica, por exemplo. No destino, um
equipamento igual demodula (modem analógico) ou decodifica (modem
digital) a informação, entregando o sinal digital restaurado ao
equipamento terminal a ele associado.

Figura 4 – Exemplo de placa fax-modem
Para conseguir estabelecer uma conexão com uma linha
telefônica, o programa de comunicação envia um comando para o modem
solicitando essa conexão, utilizando uma linguagem padrão. O modem do PC
que solicitou essa linha (chamaremos de modem local) disca os pulsos do
número do telefone. O modem faz o reconhecimento do comando e envia um
sinal RDL (Receive Data Line) ao PC na linha de Recepção de dados.
Quando o modem que esta do outro lado da conexão (o modem remoto)
responde a chamada, o modem local envia um tom de comunicação avisando o
modem remoto que ele está sendo chamado por outro modem e o modem
remoto responde com um tom mais alto.
Os dois modems realizam um handshake (processo pelo
qual trocam informações sobre como irão gerenciar o envio de dados).
Aqui se define a velocidade de transferência, o número de bits que
sinalizarão o início e o fim, no caso de modem analógico, se irão
utilizar bits de paridade, se irão operar em Half-Duplex ou Full-Duplex.
Se o sistema local e remoto não usarem a mesma configuração, ficarão
enviando caracteres que não fazem sentido ou não se comunicarão de forma
alguma.
Do outro lado da linha, o modem remoto escuta os
dados que estão chegando com uma série de tons em diferentes
freqüências. Ele demodula estes tons em sinais digitais enviando-os ao
computador receptor. Ambos os computadores podem enviar e receber sinais
ao mesmo tempo, porque o uso de um sistema padrão de tons permite que
os modems de ambos os lados diferenciem os sinais de entrada e saída.
No momento em que é informado ao programa de
comunicação para que ele finalize uma sessão, o programa envia outro
comando HAYES ao modem para que ele desfaça a conexão telefônica. Se a
conexão for desfeita pelo sistema remoto o modem irá enviar um sinal de
Detecção de Linha (CD) ao computador, informando ao programa que a
comunicação terminal terminou.
Roteadores (routers)
O Roteador é um equipamento responsável pela
interligação das redes locais entre si e redes remotas em tempo
integral. Em outras palavras, permite que uma máquina de uma dada rede
LAN comunique-se com máquinas de outra rede LAN remota, como se as redes
LAN fossem uma só. Para isso, ele usa protocolos de comunicação padrão
como TCP/IP, SPX/IPX, Appletalk, etc. Têm a função de decidir o melhor
caminho para os “pacotes” percorrerem até o seu destino entre as várias
LAN’s e dividem-nas logicamente, mantendo a identidade de cada sub-rede.

Figura 5 – Exemplo de roteador
Na prática os roteadores são utilizados para o
direcionamento de “pacotes” entre redes remotas, atuando como
verdadeiros “filtros” e “direcionadores” de informações. Recursos como
“compressão de dados” e “spanning tree” (técnica que determina o
percurso mais adequado entre segmentos, podendo inclusive reconfigurar a
rede, em casos de problemas no cabo, ativando um caminho alternativo),
compensam inconvenientes como velocidades de transmissão ao utilizarmos
modems ou linhas privadas como meio de transmissão de redes remotas.
Os roteadores possuem várias opções de
interfaceamento com LAN’s e WAN’s. Por exemplo, podemos ter opções de
interfaces LAN, portas UTP, FDDI ou AUI, através dos quais poderá ser
realizada a conexão com a rede local. As interfaces WAN’s servem para
realizarmos a conexão com dispositivos de transmissão remota (modems),
seguindo os padrões de protocolos V-35, RS-449, RS-232 entre outros.

Figura 6 – Interligação de duas redes LAN
Devido às suas habilidades sofisticadas de
gerenciamento de redes, os roteadores podem ser utilizados para conectar
redes que utilizam protocolos diferentes (de Ethernet para Token Ring,
por exemplo). Como o roteador examina o pacote de dados inteiro, os
erros não são passados para a LAN seguinte.
Conforme mencionado, este equipamento atua nas
camadas 1,2 e 3 do modelo ISO/OSI. Através de uma série de regras como:
rotas estáticas inseridas no roteador, rotas dinâmicas aprendidas
através de protocolos de roteamento usado entre roteadores (RIP, OSPF,
etc), o roteador consegue rotear pacotes de dados recebidos por um
determinado caminho.
Os roteadores são capazes de interpretar informações
complexas de endereçamento e tomam decisões sobre como encaminhar os
dados através dos diversos links que interligam as redes podendo incluir
mais informações para que o pacote seja enviado através da rede. Por
exemplo, um roteador poderia preparar um pacote Ethernet em um
encapsulamento com dados que contém informações de roteamento e de
transmissão para ser transmitido através de uma rede X.25. Quando esse
“envelope” de dados fosse recebido na outra ponta, o roteador receptor
retiraria os dados X.25, e enviaria o pacote Ethernet no segmento de
rede local associado.
Os roteadores podem selecionar caminhos redundantes
entre segmentos de rede local e podem conectar redes locais usando
esquemas de composição de pacotes e de acesso aos meios físicos
completamente diferentes. No entanto, por causa de sua complexidade e
funcionalidade, um roteador é mais lento do que uma Bridge. Ele lê as
informações contidas em cada pacote, utiliza procedimentos de
endereçamento de rede para determinar o destino adequado e então
recompõe os dados em pacotes e os retransmite.
Os roteadores são bem utilizados no meio Internet /
Intranet e para comunicação LAN-to-LAN (como, por exemplo, ligação
matriz-filial). No meio Internet / Intranet, o roteador aparece na
ligação do site do provedor (rede local do provedor) ao link Internet,
bem como na conexão do provedor a sub-provedores via LP de dados
(especializada), LP de voz (não especializada) ou mesmo linha discada.
Matriz e filial pode usar a Internet para este fim, usando algum
artifício de proteção nas pontas para evitar acesso público, o chamado
software de firewall.
Na comunicação LAN-to-LAN, a matriz pode ser
conectada às filiais através do roteador usando LP (dados ou voz) ou
mesmo rede de pacotes.

Figura 7 – Interligação de duas redes LAN e o provedor
Hub
Um hub, concentrador ou Multiport Repeater, nada mais
é do que um repetidor que, promove um ponto de conexão física entre os
equipamentos de uma rede. São equipamentos usados para conferir uma
maior flexibilidade a LAN’s Ethernet e são utilizados para conectar os
equipamentos que compõem esta LAN.
O Hub é basicamente um pólo concentrador de fiação e
cada equipamento conectado a ele fica em um seguimento próprio. Por
isso, isoladamente um hub não pode ser considerado como um equipamento
de interconexão de redes, ao menos que tenha sua função associada a
outros equipamentos, como repetidores. Os hubs mais comuns são os hubs
Ethernet 10BaseT (conectores RJ-45) e eventualmente são parte integrante
de bridges e roteadores.
Os Hub’s permitem dois tipos de ligação entre si. Os
termos mais conhecidos para definir estes tipos de ligações são:
cascateamento e empilhamento:
Cascateamento: Define-se como sendo a forma de interligação de dois ou mais hub’s através das portas de interface de rede (RJ-45, BNC, etc);Empilhamento: Forma de interligação de dois ou mais hub’s através de portas especificamente projetadas para tal (Daisy-chain Port). Desta forma, os hub’s empilhados tornam-se um único repetidor. Observar que cada fabricante possui um tipo proprietário de interface para esse fim o que limita o emprego do empilhamento para equipamentos de um mesmo fabricante em muitos casos.

Figura 8 – Computadores ligados por Hub
Com o uso do hub o gerenciamento da rede é favorecido e a solução
de problemas facilitada, uma vez que o defeito fica isolado no segmento
da rede, bem como facilita a inserção de novas estações em uma LAN.
Quando acontece de ocorrer muitas colisões, o hub
permite isolar automaticamente qualquer porta (autopartição do
segmento). Quando a transmissão do primeiro pacote é satisfatória, o hub
faz uma reconfiguração automática do segmento.

















1 comentários:
eaw cara eu só o dono do hacker dynamite e queria q vc foce uns dos postador do blog se vc quiser me adiciona no msn:marcos-parasenpre@hotmail.com http://hackerdynamite.blogspot.com.br/
Postar um comentário